São Paulo está ficando sem água e ninguém vai resolver isso até outubro

Cantareira

Como muitos devem saber, a cidade de São Paulo está enfrentando a pior crise hídrica na história da maior e mais importante cidade do país. Para você ter uma noção, o Sistema Cantareira, principal reservatório de água que abastece a Grande SP, está trabalhando apenas com 18,2% do volume morto.

Bombas de captação do volume morto da Represa Jaguari Jacareí. (Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)
Bombas de captação do volume morto. (Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)

Você sabe o que é volume morto?

“Volume Morto” é um reservatório com cerca de 400 milhões de metros cúbicos de água situado abaixo das comportas das represas do Sistema Cantareira. Conhecida também como reserva técnica, essa água nunca foi utilizada para atender a população. Dessa vez está sendo utilizada como urgência para suprir a necessidade de mais de 9 milhões de habitantes que dependem da água desse reservatório.

Essa água é boa para consumo?

Bom, se disse anteriormente que esse “volume morto” nunca foi utilizado, será que é boa para o consumo? Especialistas dizem que essa água pode estar contaminada, inclusive com metais pesados, sendo imprópria para beber. Já o governo de SP afirma que foram feitos testes que comprovaram a qualidade desse recurso. Eu evitaria.

O Sistema Alto Tietê também está secando!

Sistema Alto do Tietê

O nível do Sistema Alto Tietê, que também ajuda no abastecimento da região metropolitana de São Paulo, começou o mês de julho com 25,7% de sua capacidade total. Esse volume representa uma queda de 37,3% em relação ao mesmo período de 2013.

“Pelo ritmo de 5% de consumo do volume útil a cada 30 dias, acredito que em cerca de seis meses o Alto Tietê também terá o volume quase zerado. O que mais me preocupa é o ano que vem. Em 2015, de onde vamos tirar a água?”, questiona Roberta Baptista Rodrigues, doutora em recursos hídricos pela USP e professora de Engenharia Ambiental.

Solução? Talvez só em outubro!

Não espere o Governo de São Paulo se pronunciar firmemente quanto a isso, correr atrás de uma solução e, muito menos, lançar uma campanha intensa para diminuir o consumo d’água. Ninguém vai querer expor essa “crise” até a próxima eleição. Aliás, eles devem ter coisas mais importantes para pensar e fazer, né? Como, por exemplo, ver a verba de publicidade do partido para a campanha eleitoral, mandar imprimir os “santinhos” que serão jogados aos montes nas ruas após o domingo de eleição, fazer suas visitas nas periferias esquecidas das grandes cidades, abraçando crianças carentes e acenando para as câmeras, e por aí vai…

O jeito é rezar para chover!

Dança da Chuva

Só temos uma opção: REZAR PARA CHOVER. E chover MUITO por sinal.


Guilherme Cury1843 Posts

30 anos, blogueiro, publicitário e músico. Formado em Propaganda & MKT, é blogueiro há mais de 10 anos. Atualmente trabalha com conteúdo para internet e se aventura no mundo musical.

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