A importância de fazer a sua parte

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característica bastante comum: quando arrumam um emprego, todos eles querem garantias de sucesso, mas recusam compromisso com os esforços necessários para alcançá-lo. Isso não ocorre apenas no Brasil: diversos países compartilham pessoas de 20 e poucos anos com esta mesma característica de personalidade. Os jovens simplesmente querem a parte dos “direitos” sem arcar com sua parcela de “deveres”.

Isso não deveria ser surpreendente. Muitos membros da Geração Y cresceram ganhando troféus e prêmios apenas por “tentarem”. Na escola, muitos desses molengas ganhavam boas notas apenas por comparecerem na aula e pouquíssimos perdiam o ano, pois eram beneficiados com toda sorte de incentivos e subterfúgios para avançarem de série. Consequentemente, eles adotaram a ideia de que “merecem” o sucesso – sem ter que ralar por ele.

Muitos projetos de homens recusam trabalho e continuam morando com seus pais porque não encontram um emprego “à sua altura”. Eles esperam pelo “empregos dos sonhos”, descartando sumariamente qualquer oportunidade intermediária.

Esses malucos parecem não notar uma coisa óbvia: os caras que conseguiram seus “empregos dos sonhos” começaram por baixo e foram ganhando recompensas à medida que subiam – por experiência e mérito – na hierarquia do mercado de trabalho.

O sucesso vem de anos de trabalho duro. Mas a Geração Y não quer saber disso. Eles querem acordar em um emprego que lhes pague no mínimo o suficiente para viverem no mesmo conforto que tinham na casa dos seus pais. Eles querem boas roupas, bons móveis, um carro novo e uma boa casa INSTANTANEAMENTE.

Então alguém cita um desses milionários da Internet. O fulaninho Y fala que é possível, sim, se dar bem num piscar de olhos. “Olha só o Mark Zuckerberg! Ele inventou o Facebook e ficou trilionário da noite para o dia”.

Sim, zé ruela. Zuckerberg, “por acaso” um estudante de Harvard, criou o Facebook em 2004 e em poucos anos se tornou um dos caras mais ricos do mundo. CONTUDO, Mr. Mark começou a programar ainda no ensino médio. Enquanto a maioria dos seus amigos dedicava tardes e fins de semana sem fim jogando videogame e assistindo programas babacas na TV, Zuckerberg mastigava e engolia códigos de programação. E mesmo depois de lançado, foram necessários vários anos para que o Facebook decolasse.

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No excelente livro “Outliers – Fora de Série”, Malcolm Gladwell defende que a excelência está associada a uma regra, a Regra das 10.000 horas. Ele explica que os Beatles e Bill Gates, por exemplo, só atingiram o sucesso porque se dedicaram a desenvolver suas habilidades ao longo de 10.000 horas de prática. Genialidade? Sorte? Destino? Não: Prática. Prática mesmo, mão na lama, saca?

Todo mundo sonha em ficar rico num estalo. Mas, a menos que você receba uma herança ou ganhe na loteria, não é assim que isso vai acontecer. O caminho para o sucesso é calçado por anos de dedicação e trabalho duro incansável. Você tem que fazer por merecer ANTES de receber, gafanhoto.

Em muitos artigos e blogs discutindo a Geração Y, os empregadores se queixam que esses jovens não querem trabalhar tanto, mas eles querem os altos salários e todos os demais benefícios. Tudo bem, esta é uma demanda compreensível – quem não quer ganhar bem e ter mais tempo livre? Uma parcela significativa desta geração veio de lares onde os pais eram workaholics, se matavam de trabalhar e tinham pouco ou nenhum tempo para a família. Mas TEMPO É DINHEIRO. Eu lamento por isso. Você dificilmente conseguirá ter muito de ambos ao mesmo tempo. Especialmente se você está no começo da sua carreira.

É preciso estar disposto de fazer sacrifícios de curto prazo para atingir seus objetivos de longo prazo. Este é um traço bem comum na personalidade de todos os homens de sucesso. Eles se dispuseram a arcar com seus deveres para receber as recompensas mais tarde.

Albert Einstein não se tornou um físico renomado logo após pegar seu diploma. Após dois anos procurando emprego, ele conseguiu um cargo no escritório de patentes suíço. Você acha que Albert ficou choramingando pela falta de reconhecimento ao seu intelecto? Não. Em suas horas vagas, ele deu seguimento ao trabalho como cientista e desenvolveu a Teoria da Relatividade.

Se você tem grandes metas, disponha-se a fazer sacrifícios em nome delas. Se quer começar seu próprio negócio, você deverá virar algumas noites nesse projeto antes de poder largar seu emprego formal. Dedique todo seu tempo livre para adquirir as habilidades necessárias e transformar seu sonho em realidade. Se você quer quitar suas dívidas, pare de comprar coisas novas e arrume um segundo emprego – vá entregar pizzas ou qualquer coisa que lhe dê uma renda extra.

Qualquer que seja seu objetivo, você terá que se empenhar. Onde quer que esteja o seu sucesso, ele dependerá pelo menos da SUA participação.

Colaboração: Alessandro Loila.


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