Google Glass – Mini Review

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Eu já fui um tanto descrente com relação ao Google Glass e é bem possível que você também. Se for o seu caso, recomendo a leitura desse artigo da Wired, presente na edição de Janeiro da revista, onde o autor defende que a onda da “Tecnologia de Vestir” será tão grande como a dos Smartphones.

Hoje, tive a oportunidade de testar o Google Glass na agência do Bradesco Next, localizada no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Confesso que deixei grande parte da “descrença” de lado.

Sempre me preocupei sobre como o Glass se ajustaria ao meu rosto, já que eu uso óculos desde os meus 10 anos de idade. Aí perguntei para o funcionário responsável pelo Glass na agência se eu teria problemas ao por o device sobre os meus óculos. Ele falou que não e eu, tranquilo e faceiro, resolvi “vestir” o Glass.

COMO O GOOGLE GLASS SE AJUSTA EM QUEM USA ÓCULOS?

A primeira coisa que percebi foi que o Glass não se encaixa de maneira adequada no rosto de quem já usa óculos. Alias, isso já era esperado. Acontece algo semelhante com a experiência de assistir a um filme em 3D no cinema, quando você coloca os óculos 3D por cima dos seus.

Mas, no cinema, basta um ou dois ajustes e tudo está ok. Com o Glass é um pouco diferente, ou seja, é necessário ficar forçando a armação o tempo todo para que seja possível visualizar a interface de maneira adequada.

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Aplicativo do Bradesco lançado em Novembro de 2013, permite localizar agências mais próximas

Foi aí que resolvi fazer uma nova tentativa, tirando meus óculos e vestindo o Glass sobre meus rosto, sem meus óculos. Como a lente do dispositivo não fica próxima aos olhos, quem possui miopia irá enxergar a pequena tela bastante embaçada, fazendo com que seja necessário forçar os olhos para enxergar com mais nitidez.

MENUS E NAVEGAÇÃO EXTREMAMENTE SIMPLES

Sem muita escolha, resolvi vestir novamente o Glass por cima dos meus óculos. Mesmo com o incômodo da sobreposição, consegui fazer uso do device. Ele é extremamente intuitivo, contanto com todos os comandos na haste lateral direita através de um sistema de touch.

Para acessar o menu, basta deslizar o dedo indicador para frente e para trás ou para cima e para baixo. Quando resolver acessar algo, é solicitado apenas um toque na haste. Tudo é bem simples, já que a lógica de navegação é praticamente a mesma de qualquer smartphone ou tablet.

Com poucos toques na haste lateral, você já tirou uma foto e, com mais alguns, já compartilhou a foto em seus canais de redes sociais. Bem simples. O acesso a aplicativos também é intuitivo e logo localizei o app que o próprio Bradesco lançou em Novembro do ano passado, onde é possível localizar as agências mais próximas, partindo da sua localização em tempo real.

glass2Exemplo de óculos de sol adaptado ao Glass: coleção Titaniumum

A mini tela presente na parte frontal do Glass não é tão pequena como você imagina. Ao vestir o device e olhar pra frente, a impressão que se tem é que a tela aumenta de tamanho, já que ela também é composta por uma lente de aumento.

Não da pra negar o quanto é estranho olhar pra alguém e utilizar o Glass ao mesmo tempo. Mas creio que, com o tempo, iremos nos acostumar com isso. Ou hoje você acha estranho ver as pessoas caminhando na rua e olhando pra baixo o tempo todo, checando as mensagens em seus smartphones? Bem, estranho até é, né? E aquelas pessoas que tiram foto com o iPad?:)

ADOÇÃO EM MASSA E HYPERCONEXÃO?

Enfim, gostei bastante do Google Glass e estou bem mais otimista com relação a adoção em massa. Mas será que otimismo é a palavra certa? Eu deveria sentir medo? As pessoas vão andar na rua conectadas o tempo inteiro?

Quando sobrará tempo pra darmos aquele descanso ao cérebro e quando vamos pensar em nossas vidas? Ou estaríamos apenas otimizando a utilização do nosso cérebro? Bem, isso inicia uma discussão sem fim e até ousei em falar sobre o tema nesse post, onde questiono a real necessidade de estarmos 100% conectados.

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SIM, JÁ TEMOS GOOGLE GLASS COM LENTES DE GRAU!

Para quem usa óculos, parece que o Google já tem uma solução. Eles lançaram a coleção Titaniumum, que permite a personalização do produto, possibilitando que você simplesmente encaixe o Glass nos óculos.

São quatro modelos para óculos de grau e dois de sol. Cada armação custa US$ 225 e o Glass custa mais US$ 1,5 mil. Dá uma olhada nos modelos aí embaixo.

O preço é salgado, né? Mas, se você não for um pobre mortal, pode tentar comprar por aqui.

O Google não está sozinho nesse mercado. Sabe-se que algumas empresas estão planejando seus modelos e a Samsung já anunciou o Galaxy Glass. Sua primeira aparição acontecerá na IFA, em Berlim, no mês de Setembro.

E você, o que acha do Google Glass? Será apenas um dispositivo adotado em massa pelos geeks ou, com o tempo, todo mundo vai ter um, assim como está acontecendo com os smartphones?


Rodrigo Cunha96 Posts

Publicitário, geek, louco por cinema, música, games, livros e boas idéias nas horas vagas e não vagas. Tem medo de fazer compras em NY e beber num PUB de Londres e nunca mais voltar.

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