Fascismo: Entenda mais sobre o termo!

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Vivemos em um momento de polarização política e está muito comum ouvir o termo “fascista”. Por isso, vale a pena entender um pouco mais sobre essa forma de radicalismo político.

O termo foi criado na Itália e vem do da palavra fascio, que significa “feixe”.

Na Roma Antiga existia um machado revestido por finas varas de madeira, conhecido como fascio littorio.

Ele era carregado, normalmente, pelos lictores, isso é guarda-costas dos homens que tinham o poder. Segundo a história, ele foi bastante usado como arma de punição.

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O uso dessa arma como termo para um modelo de política vem do fato do fascio ser considerado como um símbolo de autoridade e união: pois um único bastão é facilmente quebrável, enquanto um feixe já é mais resistente.

E foi no século 20 que o político italiano Benito Mussolini usou desse símbolo para seu novo partido (Fasci d’Azione Rivoluzionaria). Mais tarde conhecido como Partido Nacional Fascista.

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O regime de Mussolini começou em 1922 e foi marcado por um sistema político nacionalista, imperialista, antiliberal e antidemocrático. Assim que assumiu, ele implantou um governo totalitário que buscava prevalecer os conceitos de nação e raça sobre os valores individuais. O que é representado por um governo autocrático, centralizado na figura de um ditador.

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Nas décadas seguintes ao seu regime, o termo “fascismo” passou a ser usado para designar as políticas adotadas por Mussolini e seus seguidores.

Vale ressaltar que o Nazismo, ou Nacional-Socialismo, implantado por Adolf Hitler na Alemanha, está fortemente ligado ao Fascismo. Sendo uma evolução do mesmo, mas, lógico, com um extremismo ainda maior.

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Apesar de não existir um manual do modelo de sistema político fascista, existem alguns itens que caracterizam o sistema. O historiador Emilio Gentile, por exemplo, escreve o fascismo com 11  elementos constitutivos:

  1. um movimento de massa de adesão multiclasse em que prevalecem, entre os líderes e os militantes, os setores médios, em grande parte, novos na atividade política, organizados como uma milícia partidária, que baseiam sua identidade não em hierarquia social ou origem de classe, mas em um sentido de camaradagem, acredita-se investido de uma missão de regeneração nacional, considera-se em estado de guerra contra adversários políticos e visa conquistar o monopólio do poder político por meio do terror, política parlamentar e acordos com grupos maiores, para criar um novo regime que destrói a democracia parlamentar;
  2. uma ideologia “anti-ideológica” e pragmática que se proclama antimaterialista, anti-individualista, antiliberal, antidemocrática, anti-marxista, mas populista e anticapitalista em tendência, se expressando esteticamente mais que, teoricamente, por meio de um novo estilo de política e por mitos, ritos e símbolos, como uma religião leiga projetada para aculturar, socializar e integrar a fé das massas com o objetivo de criar um “Novo Homem”;
  3. uma cultura fundada no pensamento místico e o no sentido trágico e ativista da vida concebida como a manifestação da vontade de poder, sobre o mito da juventude como artífice da história, e na exaltação da militarização da política como modelo de vida e atividade coletiva;
  4. uma concepção totalitária do primado da política, concebida como uma experiência de integração para realizar a fusão do indivíduo e das massas na unidade orgânica e mística da nação como uma comunidade étnica e moral, a adoção de medidas de discriminação e perseguição contra aqueles considerados fora desta comunidade quer como inimigos do regime ou membros de raças consideradas inferiores ou perigosas para a integridade da nação;
  5. uma ética civil, fundada em total dedicação à comunidade nacional, sobre a disciplina, a virilidade, a camaradagem e o espírito guerreiro;
  6. um Estado de partido único que tem a tarefa de prover a defesa armada do regime, a seleção de seus quadros de direção e organização das massas no interior do estado, em um processo de mobilização permanente de emoção e da fé;
  7. um aparato policial que impede, controla e reprime a dissidência e a oposição, mesmo usando o terror organizado;
  8. um sistema político organizado pela hierarquia de funções nomeadas a partir do topo e coroado pela figura de “líder”, investido com um carisma sagrado, que comanda, dirige e coordena as atividades do partido e do regime;
  9. defesa armada do regime, a seleção de seus quadros de direção e organização das massas no interior do estado, em um processo de mobilização permanente de emoção e da fé;
  10. organização corporativa da economia que suprime a liberdade sindical, amplia a esfera de intervenção do Estado, e visa alcançar, por princípios de tecnocracia e solidariedade, a colaboração dos “setores produtivos” sob o controle do regime, para alcançar seus objetivos de poder, ainda preservando a propriedade privada e as divisões de classe;
  11. uma política externa inspirada no mito do poder nacional e grandeza, com o objetivo de expansão imperialista.

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Agora você já tem um maior conhecimento sobre o termo e poderá usar (ou não) nas suas discussões.


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1 Comentário

  • Alexandre Fazolin Reply

    11 de outubro de 2018 at 17:32

    Ótima matéria!

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