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Categorias: ComportamentoTecnologia

Aproveitar o momento ou se preocupar com a foto no Instagram?

Antes de iniciar esse post, deixa eu te perguntar umas coisas:

1. quando está assistindo a um show, você sempre fotografa e/ou filma?

2. quando senta em um bar/restaurante a primeira coisa que você faz é dar um check-in e depois abrir alguma rede social? Checa notícias?

3. quando está viajando, fotografa todos os momentos para, logo na sequência, pra escolher um filtro no instagram e ainda perde um tempinho editando a foto antes de postar?

4. em uma exposição, registra o máximo possível de coisas que viu?

Você certamente se enquadra na maioria dessas questões, assim como eu. Muita gente se comporta dessa maneira. É normal. Mas antes eu gostaria de contar uma coisa. O Marcelo, amigo meu, viajou pra Nova York há algumas semanas com a esposa. Esse tipo de viagem costuma gerar muito conteúdo nas redes sociais. Você tem amigos que adoram compartilhar esses momentos com você no Facebook, Instagram.

Na semana passada eu chamei o Marcelo via messenger pra perguntar como estava a viagem e, é claro, saber por que eu não via nenhuma foto deles, nem no Facebook nem no Instagram. Comecei a imaginar que talvez ele tivesse perdido o celular. Mas, ao responder a minha mensagem ele disse:

“CARA, EU E A JÚLIA FIZEMOS UM PACTO QUE COMEÇOU A VALER ASSIM QUE SAÍMOS DE CASA PARA O AEROPORTO. DECIDIMOS QUE, A PARTIR DAQUELE MOMENTO, NÃO IRÍAMOS NOS OCUPAR E NEM NOS PREOCUPAR COM O COMPARTILHAMENTO DE FOTOS NAS REDES SOCIAIS. DECIDIMOS APROVEITAR MAIS A VIAGEM, CONTEMPLAR O MOMENTO PRESENTE˜.

Eu achei aquilo tudo bem interessante. É muito provável que na minha viagem pra Nova York com a minha esposa, nós inundaremos os murais alheios de todas as redes sociais. Faz parte querer compartilhar aquela felicidade com mais pessoas. Mas aí eu te pergunto: já não deveria ser suficiente compartilhar o momento apenas com a pessoa que você está?

QUANTAS ABAS VOCÊ ABRE AO MESMO TEMPO NO BROWSER?

Li um artigo bastante interessante. O tema era a inacessibilidade. Desconexão como forma de contemplação de momentos onde você está fazendo somente uma coisa, ao invés de várias ao mesmo tempo. A famosa multi-tarefa que você deve estar bem acostumado no dia a dia. Ou você abre apenas uma ou duas abas ao mesmo tempo no seu browser? Difícil.

Também aposto que durante os debates eleitorais na TV, você ficava bastante concentrado em escrever um tweet e ficar acompanhando tudo o que os outros estavam falando. Foi divertido né? Garantiu boas risadas. Eu também fiz isso. Muito. Mas será que durante esses momentos estávamos perdendo algo importante que era dito durante o debate? Será que conseguimos lidar com tudo ao mesmo tempo sem perder nada?

Acontece que a valorização do momento é algo que está começando a se tornar cada vez mais importante. Viver um momento sem qualquer preocupação de registrá-lo. Contemplar e observar pode acaba gerando mais memórias do que registrar e espalhar. Sabemos disso. Lembra da última vez que faltou luz na sua casa? É bem provável que todos tenham se reunido na sala e ficaram conversando, contando histórias antigas e relembrando momentos divertidos.

AINDA ESTAMOS “IN LOVE” COM OS SMARTPHONES

Lá no fundo nós sabemos que é mais importante viver um momento em sua plenitude do que registrá-lo e parar pra editar o conteúdo, escolher como vamos postar nas redes sociais. O problema é que ainda estamos apaixonados pela tecnologia que envolve tudo isso. Ainda estamos apaixonados por essa nova forma de comunicação. E isso faz com que queiramos sentir o tempo todo a sensação de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Aquela sensação de que muita gente está pensando em você por estar vendo suas fotos no Facebook.

Eu lembro quando o meu pai comprou a primeira TV de controle remoto lá em casa. Eu simplesmente assistia TV só pra ficar mudando de canal, tamanho era o meu deslumbramento com aquilo. Mas depois de um tempo, aquilo começou a ser o padrão. As TVs que o meu pai comprou depois, também tinham controle remoto. E aí já não era mais novidade. Ficou comum.

Mas smartphones ainda são novidade. E são muito diferentes do controle remoto. Os telefones têm evoluído anualmente. Não só eles, mas as redes sociais e os apps. Toda hora aparece algo novo pra facilitar o nosso dia, pra facilitar a nossa comunicação. Vamos demorar mais tempo pra nos acostumar com essas facilidades, até porque elas vão continuar a se reinventar.

ENFIM, QUANDO VAMOS NOS ACOSTUMAR COM TUDO ISSO?

Aí eu te pergunto denovo: será que vamos realmente nos acostumar, como parecem ter acostumado aqueles personagens de filmes de ficção científica, que acham normal todas aquelas coisas que ainda parecem distantes da nossa realidade, como o carro voador e todo aquele trânsito aéreo?

Eu não sei. O fato é que já há vários lugares que priorizam o fato de as pessoas terem uma experiência mais completa. Em Nova York, o restaurante MomoFuku Ko proíbe que as pessoas fotografem os pratos. Aqui no Brasil há vários bares que dão desconto para pessoas que não utilizam smartphones quando estão dentro de seus ambientes. Tudo a favor de uma experiência completa, onde a pessoa realmente se conecta sim, mas com as pessoas que estão com ela e, é claro, com o estabelecimento.

Eu sou um deslumbrado apaixonado. Minha esposa, quando não tinha smartphone, me questionava bastante: “Por que você não larga esse telefone e olha pra onde eu estou apontando?”. Mas, quando dei a ela um smartphone, ela passou a agir igual. Mas ultimamente, eu e ela temos conseguido nos controlar melhor. Bem melhor. Tanto que nossas melhores experiências sempre acontecem quando nossos telefones estão no bolso.

Eu não defendo desconexão, de forma alguma. O que proponho é apenas uma reflexão sobre todas essas novas experiências que estamos vivenciando. Temos muito mais facilidades que tínhamos há anos atrás. Mas não podemos esquecer que as pessoas são únicas. Os momentos são únicos. As viagens que fazemos são únicas. As conversas e o que elas provocam, são sentimentos valiosos.

Deixar o smartphone no bolso ajuda bastante. Mas e quando o Apple Watch estiver mais frequente na vida das pessoas? Como faremos pra escapar de tudo isso?

Vai pensado. Depois a agente fala mais sobre tudo isso.

Rodrigo Cunha

Publicitário, geek, louco por cinema, música, games, livros e boas idéias nas horas vagas e não vagas. Tem medo de fazer compras em NY e beber num PUB de Londres e nunca mais voltar.

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