Resenha: Voo 7500

Resenha: Voo 7500

Desde 2002 sucessos japoneses/asiáticos tem rendido um bom dinheiro para o mercado americano e seus remakes, quase sempre inferiores aos originais. O século XXI começou dessa forma e se manteve por um certo tempo. Não é à toa que a produção de Voo 7500 seja feita entre os dois países e que pode ser considerado uma fusão do que a produção dos dois países tem de melhor, infelizmente não acontece nesse filme.

A história é sobre um voo que parte de Los Angeles para Tókio, apresentando todos os passageiros, comissários e seus conflitos  – aparentemente todos à bordo tem problemas de relacionamento sérios – até que o avião sofre uma perda de pressurização e, depois disso, um passageiro morre. Os problemas dos personagens começam a partir daí, mas os do filme já estavam presentes há algum tempo.

Logo no início do filme percebemos problemas com o roteiro, com diálogos fracos e um primeiro ato mais do que arrastado, apresentando os personagens – que, diga-se de passagem, são bem rasos – de uma maneira óbvia e dando assim um o tom que o filme terá durante todos os seus 80 minutos: diálogos e atitudes banais dos personagens, que não condizem com os problemas que enfrentam durante o longa-metragem.

A direção de Takashi Shimizu é, no mínimo, preguiçosa, ainda que o diretor responsável pela franquia “O Grito” (tanto a japonesa quanto a americana) tenha resolvido “chutar o balde” quanto à trama, sem levar o filme tão a sério. Isso poderia ser uma desculpa mas talvez seja o que torne o filme tão fraco, ele não só não consegue responder as questões que levanta, ele nem tenta responde-las, parece que o objetivo final é apenas entreter por entreter.

Ao terminar de assistir, percebemos que o filme poderia ter sido melhor trabalhado em vários aspectos, pois a ideia, apesar de não ser a mais original do mundo, é interessante e muita coisa poderia ter sido trabalhada. Produções desse tipo nos fazem pensar, não pela trama do filme mas pelo trabalho realizado, em como muitas vezes o dinheiro é mais importante do que a arte para os próprios produtores de arte. Uma piada mais engraçada do que qualquer uma que aparece durante o filme.


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