O que te influencia?

influencias

Algumas vezes nós não percebemos, mas as nossas relações, ou seja, as pessoas que convivem conosco diariamente, principalmente aqueles que temos algum tipo de afeto, nos influenciam (e muito).

Nós vivemos diariamente com pessoas, algumas das quais escolhemos viver, enquanto outras aparecem em nossas vidas de forma aleatória e, em alguns casos, são indesejadas, (como aquele colega do trabalho que você não suporta mais), mas precisamos aprender a conviver com todas essas pessoas.

O fato é que quando estamos com essas pessoas, nós trocamos informações, falamos opiniões, contamos histórias, verdades e mentiras, nós demonstramos nossos sentimentos, brigamos, reclamamos, ajudamos e somos ajudados e, fazemos isso com muita naturalidade, pois tudo isso faz parte da convivência social. Há sempre uma relação de troca entre nós e as pessoas com as quais nós convivemos. Mesmo que seja um convívio rápido.

O que muitos de nós não percebemos (ou acabamos não pensando sobre), é como essa convivência nos influencia e como nós acabamos influenciando essas pessoas.

Nós estruturamos a nossa personalidade, a nossa subjetividade, a partir da nossa história de vida e, consequentemente, das influências que sofremos das pessoas que convivemos.

As primeiras pessoas que convivemos, o primeiro grupo que somos inseridos, é a nossa família. Portanto, muito do que somos hoje é referente a esse contato inicial com esse grupo. Mas, com o tempo, passamos a conviver com outros grupos, outras pessoas e, assim, passamos a nos modificar constantemente.

grupo conversando

Na idade adulta, nós já nos transformamos em uma soma de todas as experiências que vivenciamos e todas as relações de troca que tivemos. Passamos a nos espelhar em outras pessoas, imitando comportamentos, elaborando opiniões, assim como, evitamos alguns comportamentos que não aceitamos, ou seja, nós vamos nos moldado de acordo com a forma como percebemos e vivenciamos o mundo e as nossas relações.

É claro que não podemos afirmar que somente isso nos influencia e nos modifica, mas podemos afirmar que essas relações são partes importantes de nossas estruturações.

Da mesma forma como o outro nos influencia, nós também influenciamos e modificamos o outro, seja para o lado positivo como também para o lado negativo.

Refletindo sobre isso, fica importante nos questionarmos até que ponto nós convivemos com pessoas que nos trazem algum tipo de influência positiva. Quais são as pessoas que nos trazem algum tipo de desenvolvimento e fazem com que realmente nos modifiquemos? Que nos auxiliam a sermos pessoas diferentes e, até mesmo, pessoas melhores?

Será que estamos nos relacionando apenas com pessoas que não nos fazem bem? Pessoas que atrapalham a nossa vida e nos impedem de progredir? Até que ponto podemos escolher as pessoas com que convivemos ou podemos deixar que os outros nos influenciem?

Está claro que as respostas para cada um dessas questões, somente você pode respondê-las. Mas antes de fazer isso, o mais importante é refletir sobre o quem realmente importa na sua vida e quais influencias essa pessoa te trás.

Já que sabemos dessas influencias, nós podemos ter o poder de mudar algumas delas e, principalmente, nós podemos pensar sobre a nossa influência no outro. O que nós podemos fazer para que contribuamos positivamente na vida dos outros?. Entender isso significa modificar a forma como você se relaciona.

rapaz conversando

Seremos pessoas que simplesmente reclamam de tudo, odeiam a tudo e a todos e não fazemos nada para mudar? Ou vamos tentar modificar nossas relações e melhorar a influencia que temos no outro, para que o outro, assim como nós, possam mudar e melhorar também?

É claro que não devemos nos preocupar com isso o tempo todo. Mas as vezes, em alguns momentos, é bom ter um momento para pensar e refletir sobre essas questões, principalmente quando sabemos que temos esse tipo de poder, ainda mais com pessoas que são importante para nós. A mudança está em como você percebe o mundo e o que você faz para mudar, mas claro, você é livre para escolher.

Espero que essas poucas e humildes palavras tenham sido o suficiente para ajudar a te influenciar, pelo menos um pouco, a pensar sobre o assunto.


Leonardo Luchetta406 Posts

Escreve artigos para a internet na metade do tempo. Na outra metade se prepara para tornar-se psicólogo clínico. Nas horas vagas, vaga!

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