Muse faz showzaço em São Paulo

Muse - SP

Pelo terceiro ano consecutivo a banda britânica Muse veio ao Brasil para mais mostrar, mais uma vez, o porquê de continuar à ativa com o pique de banda de estréia, mas com expertise de quem já coleciona shows lotados em estádios pelo mundo inteiro.

Em 2013 foi a principal atração do Rock in Rio, em 2014 repetiu a dose no Lollapalooza Brasil e neste ano fez seu retorno para dois shows no país: Rio de Janeiro, na quinta-feira, e São Paulo ontem, 24, no Allianz Parque, que já recebeu, inclusive, Paul McCartney.

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O novo disco, que mais se aproxima do metal e se distancia do indie rock, no entanto, foi pouco explorado, o que é compreensível para um banda de tantos hits. Um sargento estilo kubrickiano anuncia “Psycho” em referência ao clipe e “Reapers” ficaram para o início do show, que logo deram lugar para as já conhecidas e consagradas “Muscle Museum”(1999) e “Plug in Baby”, do segundo disco. Do “The 2nd Law”, disco anterior que fisgou os fãs mais novos da banda, ficaram “Dead Inside”, “Undisclosed Desires” e “Madness”, claro, recebido no escuro pelo estádio inteiro com suas luzes de celulares. No entanto, o público pareceu sentir falta de “Panic Station”.

A turnê, que já passou por mais de 30 lugares só este ano, está bem ensaiada e pouco suscetível a erros – ao contrário: a banda conhece seu público, principalmente o brasileiro, e sabe os seus pontos altos. O espetáculo fica por conta das dezenas de balões negros gigantes disparados sobre o público e chuva de serpentinas e papel picado do topo do palco, mostrando, juntos aos riffs certeiros, porque pequenas casas são incapazes de recebê-los.

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O Allianz Parque, no entanto, não estava de cheio: 27 mil pessoas estavam presentes, segundo a produção, dos 31 mil ingressos disponíveis. Tanto que a pista superior teve que ser realocada pois havia muitos lugares vazios. Os fãs mais fervorosos da banda chegaram a boicotar a T4F, produtora, pelo preço abusivo dos ingressos: para pista Premium, também cheia de espaços vazios, o preço chegava aos R$700. A resposta, em comunicado oficial, foi que a alta do dólar interfere no preço, já que as bandas possuem preços fixos na moeda. No entanto o Muse mostrou que, mesmo que para poucas pessoas, o som era para os gigantes.


Dhyogo Oliveira12 Posts

19 anos, Designer de Moda, trabalha com pesquisa e desenvolvimento de produto. Também escreve no <a href="http://semgeracao.com/">Sem Geração</a>.

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